3 de abril de 2009. | N° 362 Fonte: Jornal A Notícia
Por que muitos sites ainda são incompatíveis com certos browsersVocê entra na internet e digita o endereço de um site. E a página surge truncada na tela. Tenta acessar o home banking e não consegue. A culpa não é do browser, mas de uma certa negligência dos desenvolvedores de sites. “Quem desenvolve a página às vezes não se preocupa em que ela fique disponível para todos. Falta até mesmo testá-la em vários browsers”, afirma Andreo Costa, professor de webdesign. Muitas vezes, os desenvolvedores se preocupam apenas em tornar a página compatível com o navegador Internet Explorer (IE), da Microsoft, o mais usado no mundo (67% dos acessos, em fevereiro, segundo a NetApplications). Mas a tendência, com o lançamento em março do IE8 é de que diminuam os problemas de compatibilidade, pois a Microsoft passou a obedecer na nova versão os padrões de desenvolvimento web especificados pelo consórcio W3C (consórcio internacional que desenvolve padrões e diretrizes para a web). Assim, ao desenvolver o site, bastará escreve-lo uma única vez para que ele funcione em qualquer browser. “Colocamos um botão de compatibilidade no IE8. Se a página não foi desenvolvida em conformidade com os padrões W3C, o browser emula automaticamente o IE7”, diz Pedro Bojikian, gerente de produto Internet Explorer da Microsoft Brasil. Jerônimo Fagundes da Silva, 23 anos, conhece bem os dois lados. Como desenvolvedor web, tem trabalho extra na hora de criar um site. “É preciso conhecer peculiaridades específicas de cada browser e, às vezes, de versões específicas, o que é comum no IE. Além disso, demanda tempo para implementar algumas gambiarras para contornar essas peculiaridades”, comenta. O browser preferido de Jerônimo é o Firefox, da Mozilla. Mas apesar de ser o segundo browser mais utilizado no mundo, há sites que não rodam direito nele. Há até um blog focado em identificar (e criticar) essas páginas (www.firefoxneles.nababu.org). “Muitos sites do governo federal apresentam erros, é impossível utilizá-los com outro browser que não seja o Internet Explorer. Tente usar o menu esquerdo no site do portal Computador para Todos. É impossível. No Chrome, a página aparece desconfigurada. Parece que o computador é para todos, mas o site, não”, lamenta Silva. Até o site da Receita Federal impõe restrições: ao acessá-lo do Google Chrome, surge o aviso de que o browser não suporta todas as funcionalidades da página. O professor Andreo Costa pondera que, muitas vezes, pode estar faltando um plugin no navegador. Nos sites de bancos, acrescenta, há plugins de segurança específicos, desenvolvidos para cada browser: “Dependendo, com versões diferentes do mesmo browsers, consigo ou não acessar. Com a popularização do formato widescreen, é necessário que desenvolvedores adaptem as páginas para aproveitar melhor a tela, lembra o professor José Valdeni de Lima, do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O crescimento do acesso à web via celular aponta outra tendência: oferecer uma versão móvel do site, com interface simplificada e mais leve. “Para a pessoa que acessa uma página via palm, é uma outra maneira de mostrar o conteúdo do site”, diz Lima.
Atualize seu navegador
Uma das maiores queixas dos desenvolvedores é em relação a versões defasadas de browsers. Há até campanhas como www.UpdateYourBrowser.net para que as pessoas mantenham o browser atualizado (IE8 ou Firefox 3, por exemplo). Além de ter menos funcionalidades – até mesmo de segurança –, versões antigas não acompanham os novos padrões de desenvolvimento web. |
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